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Serviços de Saneamento Básico

  • Projeto de Tratamento de Efluentes
  • Sistemas de Estação de Tratamento de Efluentes (ETE)
  • Projeto de Redes de Coleta de Efluentes
  • Redes de Abastecimentos de Água
  • Sistemas de Estação de Tratamento de Água (ETA)
  • Sistemas de Drenagem Pluvial
  • Sistemas de Captação de Águas da Chuva
  • Projetos de Reuso de Água

1. Sistemas de tratamento de esgoto

a. Lodos Ativados

Consiste em um processo de tratamento de efluentes baseado na destruição biológica de poluentes orgânicos biodegradáveis, presentes em águas residuárias e esgotos. Nele, o esgoto bruto do afluente e o lodo ativado são misturados em um tanque de aeração, onde bactérias aeróbias oxidam a matéria orgânica. Em seguida, o lodo formado é enviado para um decantador, onde sua parte sólida é separada do efluente tratado.

Após esse processo, há o retorno do lodo decantado ao tanque de aeração, como forma de reativação da população de bactérias presentes no tanque. Esse retorno se dá na entrada do tanque, onde o lodo, em fase endógena, se mistura ao efluente rico em poluente, o que faz com que aumente a eficácia do processo.

b. Lagoas de Estabilização

Consistem em grandes tanques de pequena profundidade, cavados na terra, onde o esgoto sanitário flui continuamente e é tratado por processos naturais. É um processo simples e natural para tratar esgotos domésticos e seu principal objetivo é a remoção da matéria orgânica. São sistemas indicados para as condições brasileiras devido ao clima favorável, suficiente disponibilidade de área, operação simples e à utilização de poucos equipamentos. As lagoas de estabilização podem ser classificadas em três tipos: lagoas anaeróbias, lagoas facultativas e lagoas de maturação.

> Lagoas anaeróbias

São lagoas com profundidade da ordem de 3 a 5 metros, que têm por objetivo minimizar ao máximo a presença de oxigênio, permitindo que a estabilização da matéria orgânica ocorra estritamente em condições anaeróbias. A eficiência nesse tipo de sistema poderá atingir até 60% de remoção de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), de acordo com a temperatura.

> Lagoas Facultativas

São lagoas com profundidade de 1,5 a 3 metros. Neste tipo de lagoa ocorrem dois processos distintos: aeróbios e anaeróbios. Na região superficial ocorrem os processos fotossintéticos realizados pelas algas, onde há liberação de oxigênio no meio, favorecendo o processo aeróbio. No fundo da lagoa, por sua vez, onde a matéria orgânica tende a sedimentar e há pouca presença de oxigênio, ocorrem os processos anaeróbios.

> Lagoas de Maturação

São lagoas com profundidades de 0,8 a 1,5 m, cuja função principal é a remoção de patógenos, devido à boa penetração de radiação solar, elevado pH e elevada concentração de oxigênio dissolvido.

c. Sistemas Descentralizados

Unidades que podem ser utilizadas de forma isolada ou conjunta, de acordo com a necessidade de tratamento do efluente local.

Exemplos: Caixas de Gordura; Tanque Séptico; Filtros; Valas de Infiltração; Coloração; Sumidouros.

d. Biofiltro Aerado Submerso

Consiste em um tanque empacotado com terra, madeira, lodo de esgoto, turfa ou uma mistura desses materiais, de forma a servirem de suporte para o crescimento de microrganismos. Esses microrganismos consomem os produtos químicos odorantes provenientes dos exaustores das ETEs, oxidando-os e, desse modo, eliminando o odor.

e. Filtro de Areia Plantado (Wetland)

Os wetlands são sistemas constituídos por áreas inundáveis (zonas úmidas), onde solo, plantas aquáticas e microrganismos interagem e promovem a degradação da matéria orgânica e a degradação/transformação dos nutrientes. Wetlands naturais são ecossistemas nos quais ocorre a depuração de compostos e nutrientes de forma espontânea, sendo exemplos os brejos, várzeas, pântanos e manguezais. Os wetlands construídos, por sua vez, são sistemas projetados com o intuito de promover as condições e princípios de degradação que ocorrem nos wetlands naturais. Estes sistemas são aplicados no tratamento de esgoto e apresentam como vantagem o baixo custo de implantação e operação, baixo consumo energético e simplicidade operacional.

Os wetlands construídos são utilizados principalmente em nível secundário e/ou terciário no tratamento de esgotos, e por esta razão alguma forma de pré-tratamento é requerida para a total remoção e/ou retenção de óleos, graxas e sólidos grosseiros de esgotos sanitários.

2. Tratamento de efluentes industriais

Os processos de tratamento a serem adotados, as suas formas construtivas e os materiais a serem empregados são considerados a partir dos seguintes fatores: a legislação ambiental regional; o clima; a cultura local; os custos de investimento; os custos operacionais; a quantidade e a qualidade do lodo gerado na estação de tratamento de efluentes industriais; a qualidade do efluente tratado; a segurança operacional relativa aos vazamentos de produtos químicos utilizados ou dos efluentes; explosões; geração de odor; a interação com a vizinhança; confiabilidade para atendimento à legislação ambiental; possibilidade de reuso dos efluentes tratados. Sempre são apresentadas soluções que previnam a ocorrência de acidentes ambientais que podem decorrer em danos e penalizações ao empreendimento. O ponto fundamental é compatibilizar a produção industrial com a conservação do meio ambiente que nos cerca.

3. Reuso da Água

No Brasil, segundo o artigo 2º da Resolução nº 54 (2005) do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), é considerada água de reuso aquela água residuária, descartada de outros processos, que se encontra dentro dos padrões exigidos para uma nova utilização. Esse reaproveitamento se dá a partir da transformação, mediante técnicas de tratamento, dessa água residuária, para que possa então ser aplicada para outros fins.

É importante ressaltar a diferença entre reuso de água e aproveitamento da água da chuva. Apesar de existir, também, aplicação e aproveitamento das águas da chuva para diversos fins, o reuso da água diz respeito apenas à reutilização das águas resultantes de outra atividade humana.

4. Abastecimento de Água

a. Sistemas de Rede de Abastecimento de Água

b. Filtro de Areia Plantada (Macrófitas)

c. Sistemas de Tratamento de Água de Abastecimento (ETA)

d. Sistema de Captação e Aproveitamento de Águas Pluviais

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